Domingo, Setembro 24, 2006

Pergunto-me

Sempre penso porque é que isto ficou parado.
Eu não tenho nada para dizer, mas mesmo assim...

Domingo, Outubro 02, 2005

Mais um domingo

É o dia perfeito para sentir o Mundo a andar à volta.

Uma canção para entreter o silêncio

Time as I've known it
Doesn't take much time to pass by me
Minutes into days turn into months turn into years
They hurry by me

Still I love to see the sun go down
And the world go around

Dreams full of promises
Hopes for the future
I've had many

Dreams I can't remember now
Hopes that I've forgotten
Faded memories

Still I love to see the sun go down
And the world go around

And I love to see the morning
As it steals across the sky
I love to remember

And I love to wonder why
And I hope that I'm around
So I can be there when I die
When I'm gone

I hope that you will think of me
In moments when you're happy
And you're smiling

And that the thought will comfort you
On cold and cloudy days
If you are crying

And that you'll love to see the sun go down
And the world go around
And around and around


John Denver

Segunda-feira, Julho 04, 2005

El oficio de vivir

“Notable es el estado de quien no siente la tentación de lo que no hace; no el estado de quien se siente tentado y renuncia. En términos realistas el primero es la paz, el segundo es la tortura. Y que digan lo que quieran quienes tienen debilidad por los héroes. Sufrir es una tontería.”

Cesare Pavese, El oficio de vivir.

Saudade

“Nunca tive na vida períodos felizes, tive momentos.
Retalhos de felicidade que o destino me reservou
Para que eu os transformasse em recordações
Em suaves lembranças
Em esquisita saudade.”

Carmélia Maria de Souza, jornalista.

Segunda-feira, Junho 13, 2005

Santo António.



este ano a noite de sto. antónio foi a melhor e a pior de sempre. se calhar são todas sempre a melhor e a pior. acho que se confundem todas, de uns anos para os outros. as pessoas que estavam comigo no fim da noite, fizeram o exercício de aoto-reflexividade para fechar a noite, e concluiram que tinha sido melhor que nos outros anos. qunto a mim, acho que houve coisas que foram melhores este ano. outras que foram piores. mas maioritariamente foi tudo mais ou menos como nos outros anos. com o final de noite a ser sempre um pouco penoso, nem sei explicar porquê.
mais do que tudo, acho que é incontornável. não se pode ficar em casa e vai-se. e até se dança um bocadinho, mas pouco. e volta-se.
e para o ano há mais.

no fim de contas
a festa foi boa e lamento que este post não seja mais festivo, porque a cidade na rua é tão bonita que merecia.

Sem... vontade

Hoje lembrei-me de que era Santo António.
Espero que vocês tenham uma boa noite, divertida, como sempre, Lisboa nesta noite.

Aqui sem muito "ánimo"...

(Não actualizamos nada...)

Terça-feira, Maio 31, 2005

Ma... dove sta Bologna?

Então e Agnese? Ela tem de vir para o Blog. Até porque agora já não tem desculpas: ela está no país do choque tecnológico...

Quinta-feira, Maio 26, 2005

Gazpacho

Já começa o tempo do "gazpacho"... que vocês vão provar quando vierem... há já um tempo que começou...
Parabéns ao Benfica, ao Sérgio e a todos os vermelhos... finalmente... e obrigado pela mensagem emotiva. Adorei...
Abraços, antes de ir para Madrid esta noite...

Terça-feira, Maio 17, 2005

Ralentizar

Ralentizar era a palavra, Sérgio, ralentizar (quando a voz ou qualquer coisa fica mais lenta).

Abraços. Não sei se agora estou ralentizado.

Domingo, Maio 01, 2005

Guincho

Lisboa e Málaga. Em Lisboa.
Só faltou Bologna, mas mesmo essa, já faltou mais...

Sexta-feira, Abril 29, 2005

well, It takes one to know one, Kid I think you got it bad...

A canção para a qual coloquei um link aqui chama-se LUA é do Conor Oberst, mais conhecido como Bright Eyes. Bright Eyes é o nome da banda, do colectivo de músicos com quem trabalha, mas na verdade é praticamente ele. É um hype, um puto de 24 anos que grava discos desde os 13 e a quem já chamaram o novo Dylan.
Há uns tempos li uma entrevista ao Dylan em que ele dizia que se pudesse voltar atrás hoje, seria físico ou matemático.
LUA foi single em 2004 e faz parte de uma album que se chama "I'm wide awake, it's morning" editado na Europa em 2005 pela Saddle Creek records.

Domingo, Abril 24, 2005

I'm doing it for everyone around me

O título do post devia ser "Volto a Lisboa", ou qualquer coisa. Ou, melhor, não ter título, porque é assim como eu me sinto.
Eu queria falar de tantas coisas aqui, de tudo aquilo que deixei de comentar, porque vocês escrevem de pensamentos próprios e eu apenas comento... será porque fico assim, com admiração de aquilo que vocês escrevem.
Gostei da canção da Ana, "So simple by the moonlight", e quero saber de quém é.
Também reparei que a melhor tradução que fazemos a isso que Ana exprimiu como T0 era "el mundo es un pañuelo"...
Fiquei surpreendido com não ter vivido aquela cena do gajo a gritar no metro. Mas há uns dias eu estava a andar pela rua e um homem começou a cantar o hino francês ("La marselleise"). Era um pobre, um indigente. Eu continuava o meu caminho e ele ia atrás de mim, cantando. De repente, parou e gritou: "Se não há trabalho cá, vamos voltar para França!!". E continuo: "Vamos para França!". E começou de novo: "Allors enfants de la patrie....".
Acho que as duas histórias têm muito a ver...

Depois está essa pintura de Hopper. Nesta semana passaram documentários e programas especiais de Hopper num canal espanhol. Também filmes inspirados nele, nas cores dele, na pintura dele. Não vi nada. Mas gostei da casualidade. E sinto-me, hoje domingo, como nesse domingo de Hopper.

E, finalmente, no próximo fim-de-semana tenho mais dois dias feriados, e estava a pensar em ir para Lisboa. Espero que vocês estejam lá. Aviso ao mail. Tenho que ir primeiro a Almería, a casa de um colega, eu não queria perder um acontecimento ali. Estou à espera da minha própria decisão.

Estou com preguiça de escrever, de publicar aqui, de mandar e-mails, de tudo. Estou sem vontade de nada, cansado. Para ilustrar isso: está a celebrar-se o festival de cinema de Málaga e eu não estou a ir nem irei a nada (nem curtas, nem documentários, e filmes ainda menos), por enquanto...

Está calor.

Gosto dessa canção de The gift... ("Music").

Segunda-feira, Abril 18, 2005

Sem folego

Houve uma altura da minha vida em que me dei conta de que as pessoas por quem me apaixonava tinham em comum o facto de terem doenças que lhes dificultavam a respiração. Não era um fetiche, mas eu também sempre acreditei menos no acaso do que no destino. E não, não é realmente, o tema mais interessante do mundo para um post.

Aquilo que poderia ser realmente um bom post é a segunda canção do segundo disco do Abattoir Blues/ The lyre of Orpheus do Nick Cave. Na ignorância de "como anexar música" a um post, fica só a letra, da canção sem fôlego, por quem me encontro, neste momento, apaixonada.

BREATHLESS

It's up in the morning and on the downs
Little white clouds like gambolling lambs
And I am breathless over you
And the red-breasted robin beats his wings
His throat it trembles when he sings
For he is helpless before you
The happy hooded bluebells bow
And bend their heads all a-down
Heavied by the early morning dew
At the whispering stream, at the bubbling brook
The fishes leap up to take a look
For they are breathless over you
Still your hands
And still your heart
For still your face comes shining through
And all the morning glows anew
Still your mind
Still your soul
For still, the fare of love is true
And I am breathless without you
The wind circles among the trees
And it bangs about the new-made leaves
For it is breathless without you
The fox chases the rabbit round
The rabbit hides beneath the ground
For he is defenceless without you
The sky of daytime dies away
And all the earthly things they stop to play
For we are all breathless without you
I listen to my juddering bones
The blood in my veins and the wind in my lungs
And I am breathless without you
Still your hands
And still your heart
For still your face comes shining through
And all the morning glows anew
Still your soul
Still your mind
Still, the fire of love is true
And I am breathless without you

Domingo, Abril 10, 2005

O que fazer com estes domingos?


Sunday
Edward Hopper, 1926
Oil on canvas
73.6 x 86.3 cm
The Phillips Collection, Washington, D.C.

Terça-feira, Abril 05, 2005

carros americanos, slot machines fotográficas e a Monica Vitti.

Na noite passada deitei-me antes das dez. Estava cansado e rabugento.
Adormeci depressa, mas sonhei durante toda a noite e tive um sono atribulado. Às duas da manhã acordei pela primeira vez, e a partir daí acordei várias vezes até tocar o despertador.
Lembro-me de algumas coisas que se passavam nesses sonhos. Num deles eu ia no carro da Ana. Ela ia a conduzir e o carro era o dela, mas tinha um banco da frente enorme, como os carros americanos. Acho que iam quatro pessoas à frente, mas eu só me lembro da Ana a conduzir, de mim e da Nina, amiga da Ana, que trabalha na Apordoc. Íamos numa auto-estrada embora a configuração da estrada fosse como a de uma pequena estrada que existe aqui perto. Já fora da auto-estrada chegámos a um sítio em que tínhamos que subir com o carro por umas escadas, o que no sonho era perfeitamente possível. Só que a meio das escadas parámos para tirar fotos (nesta altura as pessoas já não era as mesmas) numa espécie de slot machine (este tipo de máquinas com funções distorcidas aparece regularmente nos meus sonhos ainda que nunca tenha estado à frente de nenhuma) que tirava fotografias e que também dava comida. Assim, punha-se a moeda (2€), tirava-se uma foto, e quantas fossem as pessoas na foto, tantos eram os chocolates que saíam e havia ainda a possibilidade de ganhar todo a dinheiro que estava na máquina, que estava indicado num pequeno display, juntamente com as indicação das horas. Eram 17:35. Entretanto chegou um amigo meu do tempo do 9º ano, que não vejo há anos. Ele chama-se Luís Carlos, mas no sonho chamava-se Kieran Dyer, como um jogador do Newcastle, e estava com a miúda da faculdade que é parecida com a Mónica Vitti que, vim hoje a saber, se chama Mafalda (admito que ela possa ser parecida com a Mónica Vitti apenas na minha cabeça). Depois ele passou-me à frente na fila da máquina e eu acordei. Eram duas da manhã e eu percebi logo que a noite ia continuar como até ali.
De manhã acordei quase cansado. Os sonhos bizarros tinham continuado embora não me lembrasse de quase nada.
Peguei nos óculos, pus um disco do Chet Baker, tirei a roupa toda da cama de cima de mim e cheguei a uma conclusão: estava na altura de tirar um dos cobertores.

Sábado, Abril 02, 2005

Já voltei

Obrigado por teres posto o postal aqui. Fiquei surprendido e contente. A surpresa de ver outra vez SP.
Estou com saudades.
Pensava que ... talvez não chegaria o postal... que talvez não ia ter notícias de ti, mas no final tenho por aqui, por nosso blog. Obrigado.

Sexta-feira, Abril 01, 2005

Postal de São Paulo (pixelizado)

[clicar na foto para ver melhor]

recebi ontem este postal de São Paulo enviado pelo josé.
Obrigado, josé.

Both sides now...

Hoje comprei o passe, outra vez...
Nada atribulado, não estava frio, não havia fila, fui logo atendida, cheguei cedo ao trabalho.
Está finalmente calor em Lisboa.

Gostava de dedicar este post ao meu casacão de Inverno, que deixei pela primeira vez este ano em casa, espero eu que por muito tempo.

Hoje custou-me muito a levantar. Quando estou a acordar, ainda no limbo entre o sono e a luz, nunca me consigo lembrar de nada que valha a pena o esforço de me levantar. Acho que há dias em que a coisa mais difícil do mundo é levantar-me da cama. O Buraco do ozono, o conflito israelo-árabe, as armas químicas e a SIDA, são problemas com mais esperança de resolução do que a minha total indiferença para com todo o mundo à volta, a minha absoluta falta de motivação.

Eventualmente, acabo por me levantar...

Não sei bem porquê...

"well, something's lost
but something's gained
in living everyday"

Terça-feira, Março 29, 2005

Don't you know it's gonna be all right!

como sempre, eu tinha chegado à estação do Campo Grande precisamente um pequeno instante antes do metro fechar as portas.
enquanto eu me sentei à espera, chegou um homem a falar muito alto. quase a gritar. no princípio não percebi o que dizia, mas depois aproximou-se. falava como se estivesse zangado.

- Quem é que dá um bocado de terra ao pobre?! Sim, pah, voçês que têm terras... quem é que me dá um bocado de terra?! Quero um bocado de terra e quero trabalhar. Quero trabalhar e quero produzir e comer. Quero produzir para mim e comer! Quém é que dá um bocado de terra ao pobre!? Eu sei que voçês têm! Andam aí esses capitalistas disfarçados... grandes capitalistas! E outros assim, assim!
E eu, eu ando aqui há 45 anos.

e gritou outra vez

- 45 anos, caralho! Puseram-me na rua, esses porcos capitalistas!

depois calou-se.
tive pena do homem, mas estava a ter direito a um espectáculo para o qual não tinha pago e estava até a achar alguma graça, ao contrário de grande parte das pessoas que chegavam para apanhar o metro e seguir a sua vida. O casal que estava ao meu lado, com ar dos seus sessenta anos ou perto, comentavam a cena: "que vá trabalhar! que tem ainda muito boa idade e muito bom corpo".
o homem lá continuou, desta vez mais alto e separando as palavras:

- Quem-é-que-dá-um-bocado-de-terra-ao-po-bre?! Quem-é-que-dá-um-bocado-de-terra-ao-po-bre?!

depois houve alguém que, anónimamente, de parte incerta, gritou:

- Vai trabalhar!

o homem olhou para os lados, procurando por alguém, desorientado. e depois disse irritado:

-Quem é que me manda trabalhar?! Eu quero trabalhar! Quero semear e produzir e comer! Não quero trabalhar para voçês! Eu quero trabalhar é para mim, e comer. Quem é que me dá um bocado de terra para eu trabalhar? hã? Quem é? É voçê que me manda trabalhar? Olha-me para este cabrão! Está com medo de ficar sem um bocado de terra. Estás com medo, é?! Hás de comer a terra toda! Come-a toda, pah! Comam a vossa terra toda, a ver se voa enche a barriga!! A ver se vos dá comer! A mim ninguém me dá um bocado de terra e comida não peço a ninguém. Só peço terra para trabalhar! Puta que os pariu a todos!

e depois recomeçou a pedir a quem lhe desse "um bocado de terra", repetindo sempre tudo muitas vezes, não fosse alguém não perceber.
eu pensei que bem lhe podia dar um bocado de terra, não fosse a chatisse que isso daria. mas também pensei porque raio é que haveria de ser eu. o mundo está todo fodido, é verdade. mas já estava quando eu cá cheguei.


You say you want a revolution
Well, you know
We all want to change the world
You tell me that it's evolution
Well, you know
We all want to change the world
(..)
You say you got a real solution
Well, you know
We'd all love to see the plan
You ask me for a contribution
Well, you know
We're doing what we can
(...)

Don't you know it's gonna be all right
Don't you know it's gonna be all right